Visão

 “A arte existe porque a vida não basta.” (Ferreira Gullar)

Para além de outros conceitos, percebemos a arte como um dos resultados possíveis da capacidade criativa humana. Resultados, estes, que se configuram como uma forma potencializadora de autoconhecimento e autodesenvolvimento, permitindo a manifestação e a expressão de emoções, sentimentos e pensamentos que, por sua vez, funcionam como instrumentos de decodificação e compreensão da realidade complexa na qual estamos inseridos, ao passo que possibilitam, também, a conceção e construção de novas realidades.

Desta maneira, o Núcleo de Artes, Vivências e Expressões surge como um ambiente destinado às vivências e experimentações necessárias ao pensar e ao fazer artístico, servindo como um suporte para a criação, reflexão e desenvolvimento de ideias e projetos, funcionando, ainda, como uma plataforma de projeção internacional através do intercâmbio cultural.  

Devido às suas características históricas, geográficas e institucionais, o concelho de Almada dispõe de um cenário favorável à implementação deste Núcleo e, além disto, oferece perspetivas diversas para a execução das ações e projetos que este equipamento cultural desenvolve e disponibiliza à comunidade local e aos visitantes de todo o mundo.

A importância de um equipamento cultural como este para o concelho de Almada, deve-se, sobretudo, à especificidade da sua proposta de programação e atuação, que prevê uma integração interna, entre as próprias atividades desenvolvidas pelo Núcleo, e externa, através da relação com o público geral e da celebração de parcerias junto a outros órgãos culturais do concelho.

A capacidade de inovação, criação, produção e difusão de projetos e produtos culturais, bem como a forma de atuação e inserção na rede de equipamentos culturais e educacionais do concelho, revelam, ainda, sua importância econômica pela sua capacidade de gerar postos de trabalho para agentes culturais locais.

A escassez de uma proposta com este perfil e linguagem conceitual, proporciona a existência de um espaço democrático de produção e difusão cultural, de desenvolvimento pessoal e coletivo, e de promoção e incentivo à criação, formação, investigação, troca intercultural, distribuição de bens e prestação de serviços de valor artístico e cultural, sempre reconhecendo e valorizando aqueles que o fazem.